“O orçamento público é a expressão concreta das prioridades de um governo.”
Enquanto a Prefeitura anuncia grandes atrações para o São João 2026, o povo de Baianópolis continua enfrentando a velha realidade de sempre: fila por exames, espera por cirurgias, estradas ruins, bairros periféricos sujos, calçamentos encobertos pela areia e serviços básicos tratados como favor político.
A festa tem palco.
A propaganda tem brilho.
O cartaz tem artista.
Mas a cidade real continua pedindo socorro.
E a conta já começou pesada.
Somente com duas atrações localizadas até agora, o gasto já chega a:
💰 R$ 600.000,00
Isso mesmo.
R$ 600 mil apenas com Seu Mastruz e Solange Almeida.
A banda Seu Mastruz aparece no Diário Oficial contratada por R$ 200.000,00 para uma apresentação de 1 hora e 20 minutos.

São 80 minutos de show.
A conta é simples:
R$ 2.500,00 POR MINUTO
Cada minuto de apresentação custa aos cofres públicos R$ 2.500,00.
Cada segundo custa aproximadamente R$ 41,66.
Já a apresentação de Solange Almeida aparece com valor de R$ 400.000,00.
Somadas, apenas essas duas atrações chegam a R$ 600 mil.
E ainda existem outras atrações anunciadas na programação, como Rasta Chinela, Ramon & Randinho, D’Look e diversos artistas regionais, cujos valores também precisam ser apresentados de forma clara à população.
A pergunta é direta:
QUANTO VAI CUSTAR O SÃO JOÃO COMPLETO DE BAIANÓPOLIS?
Porque não existe só cachê de artista.
Existe palco.
Som.
Iluminação.
Ornamentação.
Banheiros.
Segurança.
Publicidade.
Hospedagem.
Alimentação.
Transporte.
Estrutura.
Equipe.
Contratos paralelos.
E tudo isso sai do mesmo lugar: o bolso público.
🎤 O PROBLEMA NÃO É FESTA. O PROBLEMA É O BÁSICO ESQUECIDO.
Que fique claro: o povo não é contra festa.
Baianópolis gosta de São João.
O povo merece cultura, lazer e alegria.
Mas festa não pode ser usada como maquiagem em cima do abandono.
Festa não faz cirurgia.
Festa não marca exame.
Festa não recupera estrada.
Festa não limpa bairro.
Festa não tira areia de cima do calçamento.
Festa não acaba com a humilhação do cidadão que precisa pedir ajuda a político para conseguir atendimento.
O problema não é o artista.
O problema é a prioridade.
E a prioridade de uma gestão aparece no orçamento.
Quando o dinheiro anda rápido para palco, mas anda devagar para saúde, estrada e limpeza, o povo tem o direito de desconfiar.
🏥 O POVO PRECISA DE DIREITO, NÃO DE FAVOR POLÍTICO
Um dos pontos mais revoltantes é ver a saúde ainda presa à velha política do favor.
Aquela política atrasada em que o cidadão precisa procurar vereador, liderança política, cabo eleitoral ou alguém “com influência” para tentar marcar exame, consulta ou cirurgia.
Isso é humilhante.
E precisa acabar.
Exame não é favor.
Cirurgia não é favor.
Consulta não é favor.
Transporte para tratamento não é favor.
Saúde é direito.
O cidadão não deveria precisar baixar a cabeça, pedir pelo amor de Deus, mandar mensagem para político, esperar promessa ou agradecer como se tivesse recebido um presente.
Quando o poder público funciona, ninguém precisa se humilhar.
Quando a gestão é eficiente, o direito chega sem padrinho.
Mas em Baianópolis, enquanto muitos moradores seguem dependendo de ajuda política para tentar resolver o básico, a Prefeitura mostra agilidade impressionante para contratar festa.
Para show, tem rapidez.
Para banda, tem contrato.
Para palco, tem dinheiro.
Para o povo na fila, muitas vezes tem espera.
E essa comparação é cruel.
🎪 BANDAS TOCAM 1H20. A FILA DA SAÚDE TOCA O ANO INTEIRO.
Uma banda sobe no palco, toca pouco mais de uma hora e vai embora.
O som desliga.
A luz apaga.
O palco desmonta.
Mas o paciente continua esperando.
A fila continua.
A dor continua.
A incerteza continua.
A família continua sem resposta.
Tem gente esperando exame.
Tem gente esperando cirurgia.
Tem gente que precisa de consulta especializada.
Tem morador da zona rural que enfrenta estrada ruim para buscar atendimento.
Tem cidadão que não quer favor, quer respeito.
E aí a pergunta precisa ser feita:
Com R$ 600 mil já localizados em apenas duas atrações, quantos exames poderiam ser feitos?
Quantas cirurgias poderiam ser realizadas?
Quantas consultas especializadas poderiam ser contratadas?
Quantos pacientes poderiam sair da fila?
Quantas famílias poderiam dormir com um pouco mais de tranquilidade?
Porque show passa.
Doença não espera.
🚧 ESTRADAS RUINS: O PALCO SOBE, MAS A ZONA RURAL CONTINUA SOFRENDO
Quem vive na zona rural sabe que estrada ruim não é detalhe.
Estrada ruim atrasa ambulância.
Prejudica transporte escolar.
Dificulta o escoamento da produção.
Desgasta veículos.
Aumenta o isolamento das comunidades.
Coloca vidas em risco.
Enquanto isso, contratos de festa aparecem com velocidade.
A cidade vê o dinheiro público sendo movimentado para evento, enquanto muitos trechos seguem em situação crítica.
O povo pergunta com razão:
Quantos quilômetros de estrada poderiam receber manutenção com esse dinheiro?
Quantos acessos poderiam ser melhorados?
Quantas comunidades poderiam ser atendidas?
Quantos produtores, estudantes e pacientes poderiam ser beneficiados?
O povo não vive no palco.
O povo vive na estrada.
🧹 BAIRROS PERIFÉRICOS ESQUECIDOS
Na sede, a situação também incomoda.
Bairros periféricos seguem convivendo com sujeira, mato, poeira, entulho, terra acumulada e sensação de abandono.
A cidade que aparece no cartaz da festa não é a mesma cidade que muita gente encontra ao sair de casa.
No cartaz, tudo brilha.
Na rua, a poeira responde.
A periferia não pode ser lembrada só em tempo de eleição.
O morador do bairro simples também paga imposto.
Também vota.
Também trabalha.
Também merece respeito.
Gestão pública não pode cuidar apenas da praça, do palco e da foto oficial.
Gestão pública precisa chegar onde a propaganda não chega.
🧱 CALÇAMENTO SENDO ENGOLIDO PELA AREIA
Outro retrato do descaso é ver calçamentos feitos com dinheiro público sendo tomados por areia e terra.
Isso não é apenas abandono.
É desperdício.
Primeiro, o dinheiro público foi gasto para fazer.
Depois, a falta de manutenção deixa perder.
Mais tarde, provavelmente vão querer gastar de novo para recuperar aquilo que nunca deveria ter sido abandonado.
É o ciclo da má gestão: faz, abandona, perde e promete de novo.
Enquanto isso, a festa segue recebendo atenção, contrato e divulgação.
⚠️ CONTRATAÇÃO DO SEU MASTRUZ PRECISA SER EXPLICADA
A publicação oficial do show do Seu Mastruz traz um ponto que merece esclarecimento.
Na ratificação da inexigibilidade aparece uma empresa relacionada à contratação. Já no extrato do contrato aparece outra empresa como contratada.
Pode ser erro material?
Pode.
Mas quando se trata de R$ 200 mil de dinheiro público, não pode haver dúvida.
A Prefeitura precisa esclarecer:
- Quem é a empresa oficialmente contratada?
- Quem detém a exclusividade da atração?
- Existe carta de exclusividade válida?
- Por que aparecem empresas diferentes na publicação?
- Qual foi a justificativa do preço?
- Houve comparação com contratações semelhantes?
- Quem conferiu o processo antes da publicação?
Transparência não é favor.
É obrigação.
📌 A CONTA QUE A PREFEITURA PRECISA ABRIR
Até agora, os valores localizados mostram:
Seu Mastruz: R$ 200.000,00.
Solange Almeida: R$ 400.000,00.
Total parcial: R$ 600.000,00.
E ainda faltam os valores das demais atrações e de toda a estrutura do evento.
Por isso, Baianópolis precisa saber:
- Quanto custou cada banda?
- Quanto tempo cada banda vai tocar?
- Quanto custou palco, som e iluminação?
- Quanto custou ornamentação?
- Quanto custou segurança?
- Quanto custou publicidade?
- Quanto custou hospedagem e alimentação?
- Quanto custou transporte?
- Quais empresas foram contratadas?
- Quais contratos foram por inexigibilidade?
- Quais contratos foram por dispensa?
- Existem cartas de exclusividade válidas?
- Qual o valor final do São João 2026?
- Quantos exames e cirurgias poderiam ser feitos com esse dinheiro?
- Quantos quilômetros de estrada poderiam ser recuperados?
- Quantos bairros poderiam receber limpeza e manutenção?
Essas perguntas não são perseguição.
São fiscalização.
E dinheiro público exige resposta pública.
🔥 A VELHA POLÍTICA DO FAVOR PRECISA ACABAR
Baianópolis não pode continuar presa à política em que direito vira favor.
O cidadão não pode depender de vereador para marcar exame.
Não pode depender de político para conseguir cirurgia.
Não pode depender de cabo eleitoral para ser atendido.
Não pode precisar se humilhar para receber aquilo que já é obrigação do Município garantir.
Essa velha política só interessa a quem transforma sofrimento em moeda eleitoral.
O povo precisa de serviço funcionando.
Precisa de sistema organizado.
Precisa de saúde com fila transparente.
Precisa de prioridade para quem realmente necessita.
Precisa de estrada.
Precisa de limpeza.
Precisa de manutenção.
Precisa de respeito.
E respeito não se entrega só com festa.
❌ PALCO ILUMINADO NÃO ESCONDE CIDADE ABANDONADA
O palco pode até brilhar.
Mas não ilumina estrada esburacada.
O som pode até ser alto.
Mas não cala a dor de quem espera cirurgia.
A banda pode tocar bonito.
Mas não limpa bairro sujo.
A ornamentação pode enfeitar a praça.
Mas não tira areia de cima do calçamento.
A propaganda pode vender alegria.
Mas não apaga a realidade.
Baianópolis precisa de menos maquiagem e mais gestão.
Menos espetáculo e mais serviço.
Menos favor político e mais direito garantido.
✅ CONCLUSÃO: O SHOW ACABA, MAS O PROBLEMA FICA
O São João passa.
A banda vai embora.
A praça esvazia.
O palco desmonta.
Mas o povo fica.
Fica com a fila da saúde.
Fica com o exame esperando.
Fica com a cirurgia sem data.
Fica com a estrada ruim.
Fica com o bairro sujo.
Fica com o calçamento encoberto pela areia.
Fica com a conta.
Por isso, a pergunta precisa ecoar:
CADÊ O VALOR FINAL DO SÃO JOÃO DE BAIANÓPOLIS?
QUANTO CUSTOU CADA BANDA?
POR QUE O POVO AINDA PRECISA SE HUMILHAR POR EXAMES E CIRURGIAS?
POR QUE PARA FESTA TEM PRESSA, MAS PARA O BÁSICO TEM DESCULPA?
Baianópolis não é contra festa.
Baianópolis é contra prioridade torta.
É contra gastar alto com palco enquanto o povo sofre por saúde.
É contra pagar fortuna por shows de pouco mais de uma hora enquanto estradas, bairros e calçamentos pedem socorro.
É contra a velha política que transforma direito em favor.
Porque dinheiro público não pertence à gestão.
Pertence ao povo.
E o povo merece respeito.
DUBAI EM PAUTA
Onde o palco apaga, mas a conta continua acesa.

JÁ NÃO FALTA MAIS 4 ANOS!!!